A perda auditiva em adultos é mais comum do que se imagina e costuma evoluir de forma lenta, dificultando o reconhecimento precoce. Quando não tratada, pode levar ao isolamento social, queda no desempenho profissional e maior risco de declínio cognitivo, conforme apontam estudos recentes.
O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, atende pacientes com diferentes graus de perda auditiva e oferece um cuidado personalizado, da investigação ao tratamento. O acompanhamento especializado é a melhor forma de preservar a audição e manter o convívio social ativo ao longo da vida.
O que é a perda auditiva
A perda auditiva caracteriza-se pela redução da capacidade de ouvir sons, que pode ocorrer em apenas um ouvido ou em ambos. A perda pode ser leve, moderada, severa ou profunda e ter origem condutiva, neurossensorial ou mista. Cada tipo possui características próprias e exige uma abordagem terapêutica específica.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a deficiência auditiva é um dos principais problemas de saúde pública e tende a aumentar nas próximas décadas, principalmente em razão do envelhecimento populacional e da exposição a ruídos.
Principais sinais de alerta
Muitos adultos demoram a perceber a queda da audição porque os sintomas surgem gradualmente. Entre os principais sinais de alerta da perda auditiva estão pedir para repetir frases com frequência, aumentar muito o volume da TV, ter dificuldade em conversas em ambientes ruidosos e sentir que as pessoas falam baixo.
Outros indicativos incluem zumbidos persistentes, sensação de ouvido tampado, dificuldade em entender conversas ao telefone e cansaço auditivo após interações sociais. Quando há queixa associada de zumbido no ouvido, a investigação deve ser ainda mais abrangente.
Causas mais comuns
As causas da perda auditiva variam desde fatores ambientais até questões genéticas. A presbiacusia, ou perda auditiva relacionada à idade, é a principal causa em adultos. Exposição prolongada a ruídos, infecções, traumas, uso de medicações ototóxicas e doenças metabólicas como diabetes também estão entre os principais fatores.
Em alguns casos, alterações na orelha média também contribuem para o quadro. Procedimentos como a timpanotomia para tubo de ventilação podem ser indicados quando há acúmulo de secreção que prejudica a audição.
Diagnóstico
O diagnóstico da perda auditiva é feito por meio de exames como audiometria tonal, audiometria vocal e imitanciometria. Em alguns casos, exames de imagem e laboratoriais são solicitados para investigar causas específicas e definir a melhor conduta terapêutica.
O acompanhamento periódico, especialmente após os 50 anos, permite identificar precocemente alterações auditivas e iniciar a reabilitação no momento adequado, evitando prejuízos sociais e cognitivos.
Opções de tratamento
O tratamento depende do tipo e do grau da perda auditiva. Pode envolver remoção de cera, tratamento clínico de infecções, cirurgias específicas, uso de aparelhos auditivos e, em casos selecionados, implante coclear. A reabilitação auditiva é fundamental para o sucesso terapêutico.
Quando há acúmulo de cera, a lavagem otológica realizada com técnica adequada já pode trazer melhora significativa. Em quadros mais complexos, a indicação de prótese auditiva é discutida em conjunto com o paciente e a família.
Como prevenir a perda auditiva
Cuidados simples ajudam a preservar a audição: evitar exposição prolongada a sons altos, usar protetores auriculares quando necessário, controlar doenças crônicas e fazer avaliações periódicas com o otorrinolaringologista. Limitar o uso de fones de ouvido em volume alto também é uma medida importante.
Quando procurar o Dr. Lucas Miranda
Se você ou alguém próximo apresenta sinais de perda auditiva, agende uma avaliação. O diagnóstico precoce abre caminho para tratamentos eficazes, devolvendo a clareza dos sons e a participação plena no convívio familiar e social.
Impacto da perda auditiva no convívio social
A perda auditiva não tratada interfere diretamente nas relações pessoais e profissionais. Pessoas com dificuldade para ouvir tendem a evitar conversas em grupo, reuniões e eventos sociais, o que pode levar a quadros de tristeza e isolamento. A reabilitação auditiva ajuda a recuperar a confiança e o engajamento nas atividades cotidianas.
Estudos demonstram que adultos com perda auditiva tratada apresentam menor risco de declínio cognitivo, melhor humor e maior produtividade. Por isso, o cuidado com a audição deve ser visto como parte da saúde integral do paciente.