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Audiometria em São Paulo

A audiometria mede o quanto você escuta e que tipo de perda auditiva existe. É o exame que transforma a queixa de ouvir mal em um gráfico objetivo, e que orienta todo o tratamento que vem depois.

Onde No consultórioDuração Cerca de 30 minutosDói Não, é indolorPreparo Evitar ruído intenso antes

O que é a audiometria

A audiometria é o exame que mede a audição. Com fones de ouvido, você recebe sons em intensidades e frequências diferentes e sinaliza cada vez que escuta, mesmo que muito baixinho. O ponto em que o som deixa de ser percebido é o limiar auditivo, e a soma desses limiares forma o audiograma, o gráfico que descreve a audição de cada ouvido.

O exame tem duas partes. Na audiometria tonal são usados sons puros, em frequências que vão das graves às agudas, testadas por via aérea, com fones, e por via óssea, com um vibrador apoiado atrás da orelha. Na logoaudiometria, ou audiometria vocal, são usadas palavras: o exame verifica em que volume você reconhece a fala e quanto do que ouve consegue repetir corretamente. Ouvir o som e entender a palavra são coisas diferentes, e é comum a queixa ser exatamente essa.

O que o exame revela

A comparação entre via aérea e via óssea separa os tipos de perda auditiva, e cada tipo aponta para uma causa e um tratamento diferentes:

  • perda condutiva: o som não chega bem ao ouvido interno. Aparece em rolha de cerúmen, otite média com secreção, perfuração do tímpano e otosclerose
  • perda neurossensorial: a alteração está no ouvido interno ou no nervo. É o padrão da presbiacusia, da perda induzida por ruído e da perda súbita
  • perda mista: os dois mecanismos ao mesmo tempo

O audiograma também mostra o grau da perda, de leve a profunda, e o desenho dela. Uma queda restrita às frequências agudas, por exemplo, é típica da exposição a ruído e da perda relacionada à idade, e explica a queixa clássica de escutar a voz mas não entender as palavras.

Quando fazer audiometria

  • dificuldade para entender conversas, sobretudo em ambiente com barulho
  • necessidade de aumentar o volume da televisão mais do que as outras pessoas
  • pedir para repetir com frequência
  • zumbido em um ouvido ou nos dois
  • sensação de ouvido tampado ou de audição abafada
  • tontura e vertigem, que pedem avaliação da audição junto
  • perda auditiva súbita, que é urgência e não deve esperar
  • exposição frequente a ruído, no trabalho, na música ou com fones
  • acompanhamento de quem usa medicações que podem afetar a audição
  • avaliação periódica em adultos mais velhos, mesmo sem queixa

Perda auditiva que se instala de repente, em horas ou poucos dias, deve ser avaliada com urgência: o tempo até o início do tratamento influencia o resultado.

Como o exame é feito

  1. Antes da audiometria o médico examina o conduto e o tímpano. Uma rolha de cerúmen ou uma otite em atividade alteram o resultado e precisam ser resolvidas antes.
  2. Você recebe os fones e a instrução de sinalizar sempre que perceber o som, por mais fraco que seja.
  3. São testadas as frequências uma a uma, primeiro em um ouvido, depois no outro.
  4. Em seguida vem a via óssea, com um pequeno vibrador apoiado no osso atrás da orelha.
  5. Por fim, a parte com palavras, em que você repete o que ouvir.

O exame é indolor e depende da sua resposta, então o ambiente precisa estar silencioso e você precisa estar atento. É a razão de o exame não ser recomendado quando a pessoa chega muito cansada ou logo depois de exposição a som alto.

Preparo e cuidados

Não há jejum nem suspensão de medicação. Duas orientações fazem diferença no resultado: evitar exposição a ruído intenso, incluindo fones em volume alto, nas horas que antecedem o exame, e não tentar limpar o ouvido com cotonete ou objetos, que empurram o cerúmen e podem atrapalhar a avaliação.

Se você já fez audiometria antes, leve o exame anterior. A comparação entre dois audiogramas diz mais do que qualquer um deles isolado.

O que vem depois do resultado

O audiograma é ponto de partida, não conclusão. A conduta depende do tipo e da causa da perda: remoção de cerúmen, tratamento clínico de uma otite, investigação com impedanciometria, exames de imagem, indicação cirúrgica em casos selecionados ou encaminhamento para adaptação de aparelho auditivo quando é o caso.

Na consulta o Dr. Lucas Miranda explica o gráfico, mostra o que cada linha significa e discute com você o caminho a seguir.

Onde é atendido

Consultório no Itaim Bibi, em São Paulo

Rua Joaquim Floriano, 820, 10º andar — Itaim Bibi, São Paulo/SP, CEP 04534-003.
Segunda a Sexta, 8h às 18h · (11) 99880-4521

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Audiometria

Não. O exame é indolor e não invasivo. A única exigência é atenção, porque o resultado depende de você sinalizar cada som que escutar.

A avaliação completa costuma levar cerca de trinta minutos, somando a parte com sons puros e a parte com palavras.

Não há jejum. Evite exposição a ruído intenso nas horas anteriores e não use cotonete nos dias que antecedem o exame. Se tiver exames de audição antigos, leve junto.

Sim, com métodos adaptados à idade e à colaboração da criança. Em bebês e crianças pequenas a avaliação usa técnicas específicas, definidas caso a caso.

Não. A audiometria mede o quanto você escuta; a impedanciometria avalia o funcionamento do tímpano e do ouvido médio. Os dois exames costumam ser feitos na mesma avaliação porque se completam.

Depende do motivo. Em acompanhamento de perda já conhecida ou de exposição a ruído, o intervalo é definido caso a caso na consulta.

Exames e conteúdo

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