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Tratamento de Ronco e Apneia do Sono em São Paulo

Roncar alto não é sinal de sono pesado. Quando vem acompanhado de pausas na respiração, cansaço ao acordar e sono durante o dia, o ronco pode ser a parte audível de uma apneia obstrutiva do sono.

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Ronco e apneia não são a mesma coisa

O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa por um espaço estreito. A apneia obstrutiva do sono é outra coisa: a via aérea chega a fechar, a respiração para por alguns segundos, o oxigênio cai e o cérebro precisa provocar um microdespertar para reabrir a passagem. Isso pode acontecer dezenas de vezes por hora, noite após noite, sem que a pessoa perceba.

Nem todo roncador tem apneia, e existe apneia sem ronco alto. Por isso o diagnóstico não se faz pelo barulho, e sim pela investigação.

Sinais que merecem avaliação

  • ronco alto e frequente, que incomoda quem dorme por perto
  • pausas na respiração durante o sono, geralmente notadas por outra pessoa
  • engasgos ou sensação de sufocamento à noite
  • acordar cansado, mesmo depois de horas suficientes na cama
  • sonolência durante o dia, ao dirigir, em reuniões ou lendo
  • dor de cabeça ao acordar e boca seca pela manhã
  • despertares frequentes e vontade de urinar durante a noite
  • dificuldade de concentração, irritabilidade e queda de memória
  • pressão alta de difícil controle

Em crianças o quadro se apresenta diferente: respiração pela boca, sono agitado, suor à noite, xixi na cama fora da idade esperada e agitação durante o dia, no lugar da sonolência.

Por que a apneia do sono precisa ser tratada

A apneia não tratada mantém o organismo em alerta durante a noite, com quedas repetidas de oxigênio. Estudos associam o quadro a hipertensão arterial, arritmias, doença cardiovascular, alterações no controle da glicemia e aumento do risco de acidentes por sonolência ao volante.

Isso não significa que todo caso tenha a mesma gravidade nem que todo paciente precise do mesmo tratamento. Significa que vale investigar em vez de conviver com o sintoma.

Como é feita a investigação

A avaliação do otorrinolaringologista responde a uma pergunta objetiva: onde a via aérea estreita. O caminho costuma incluir:

  1. história clínica detalhada do sono, com a participação de quem dorme junto quando possível, e aplicação de questionários de sonolência
  2. exame do nariz, da boca e da garganta, incluindo septo, cornetos, amígdalas, palato e língua
  3. nasofibroscopia, que percorre a via aérea e mostra em tempo real os pontos de obstrução
  4. polissonografia, o exame do sono que mede quantas pausas ocorrem por hora e o quanto o oxigênio cai, e que define a gravidade
  5. exames complementares quando indicados, conforme o caso

A polissonografia dá o número; a avaliação otorrinolaringológica diz por que esse número existe. Tratar sem saber onde está a obstrução é o motivo mais comum de tratamento que não funciona.

As opções de tratamento

Não existe um tratamento único. A conduta é montada a partir da gravidade, do local da obstrução, da anatomia e da rotina de cada pessoa:

  • medidas comportamentais: controle do peso, redução do álcool à noite, ajuste do horário de sono e tratamento da posição em que se dorme
  • tratamento nasal: o nariz obstruído piora qualquer outra terapia. Rinite, desvio de septo e pólipos costumam ser tratados primeiro
  • CPAP: o aparelho que mantém a via aérea aberta com ar sob pressão, referência para os casos moderados e graves
  • aparelho intraoral de avanço mandibular, indicado em casos selecionados e confeccionado com o dentista
  • cirurgia: septoplastia, turbinectomia, cirurgia da faringe ou remoção de amígdalas e adenoide, escolhida conforme o ponto de obstrução identificado

Em crianças, a retirada de amígdalas e adenoide aumentadas é uma das condutas mais frequentes quando elas são a causa da obstrução.

O acompanhamento é parte do tratamento

Depois de iniciado o tratamento, a avaliação continua: verificar se o sono melhorou, se a sonolência diurna cedeu, se o aparelho está sendo usado de forma confortável e, quando indicado, repetir o exame do sono. Ajustes ao longo do caminho são esperados e fazem parte.

Onde é atendido

Consultório no Itaim Bibi, em São Paulo

Rua Joaquim Floriano, 820, 10º andar — Itaim Bibi, São Paulo/SP, CEP 04534-003.
Segunda a Sexta, 8h às 18h · (11) 99880-4521

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Ronco e Apneia do Sono

Não. O ronco pode existir sem apneia. O que diferencia os dois é a interrupção da respiração durante o sono, que só é confirmada por exame, geralmente a polissonografia.

Não. A consulta vem primeiro: é ela que define se o exame é necessário e qual tipo é o mais adequado para o seu caso.

Depende de onde está a obstrução. A cirurgia é uma das opções e tem indicação bem definida em alguns casos, enquanto em outros o melhor resultado vem do CPAP, do aparelho intraoral ou da combinação de medidas. Essa escolha é individual.

A perda de peso melhora o quadro em muitos pacientes e faz parte do tratamento, mas nem sempre é suficiente. Pessoas magras também podem ter apneia, por características da anatomia.

Sim. Ronco habitual na infância não é normal e costuma estar ligado a amígdalas e adenoide aumentadas, com impacto no sono, no comportamento e no crescimento.

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