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Impedanciometria em São Paulo

A impedanciometria avalia como o tímpano e o ouvido médio se comportam. É o exame que mostra líquido atrás do tímpano, alteração de pressão e disfunção da tuba auditiva, coisas que a audiometria sozinha não explica.

Onde No consultórioDuração Poucos minutosDói Não, é indolorParticipação Basta ficar em silêncio

O que é a impedanciometria

A impedanciometria, também chamada de imitanciometria, mede a mobilidade do tímpano e a condição da cavidade que fica atrás dele, o ouvido médio. Uma pequena oliva é encaixada na entrada do conduto auditivo e o aparelho varia a pressão de ar enquanto emite um som. A forma como o tímpano responde a essa variação é registrada em um gráfico, o timpanograma.

Diferente da audiometria, o exame não depende da sua resposta. Você não precisa apertar botão nem avisar quando ouvir: basta permanecer sentado, em silêncio, sem engolir nem falar durante os segundos da medida. Por isso é um exame especialmente útil em crianças pequenas.

O que o timpanograma mostra

O formato da curva descreve o que está acontecendo dentro do ouvido:

  • curva tipo A: tímpano com mobilidade normal e pressão adequada no ouvido médio
  • curva tipo B: mobilidade reduzida, padrão compatível com líquido atrás do tímpano, como na otite média secretora, ou com perfuração timpânica
  • curva tipo C: pressão negativa no ouvido médio, sinal de que a tuba auditiva não está equalizando a pressão como deveria

O exame inclui ainda a pesquisa dos reflexos estapedianos, a contração automática de um músculo do ouvido médio diante de sons intensos. A presença, a ausência e o limiar desse reflexo ajudam a localizar onde está o problema e complementam o audiograma.

Quando a impedanciometria é indicada

  • sensação de ouvido tampado, entupido ou com pressão
  • audição abafada, com ou sem dor
  • otites de repetição, especialmente em crianças
  • suspeita de otite média com secreção, em que existe líquido sem infecção ativa
  • dificuldade para equalizar o ouvido em avião ou mergulho
  • criança com atraso de fala, que dorme de boca aberta ou com adenoide aumentada
  • avaliação de disfunção da tuba auditiva
  • investigação de perda auditiva condutiva encontrada na audiometria
  • acompanhamento depois de colocação de tubo de ventilação

Em criança, a combinação de otites repetidas, audição abafada e atraso na fala é um dos motivos mais frequentes para o exame, porque o líquido atrás do tímpano costuma ser silencioso: não dói e não dá febre.

Como é feito

  1. O médico examina o conduto para confirmar que não há cerúmen bloqueando a passagem.
  2. Uma oliva de silicone é encaixada na entrada do ouvido, formando uma vedação suave.
  3. O aparelho varia a pressão por alguns segundos enquanto emite um som. Você sente uma leve pressão, parecida com a de subir a serra, e ouve um tom contínuo.
  4. O mesmo é repetido no outro ouvido.
  5. Em seguida são pesquisados os reflexos, com sons mais intensos e breves.

O exame inteiro leva poucos minutos por ouvido e não precisa de preparo, jejum ou sedação.

Por que audiometria e impedanciometria andam juntas

Os dois exames respondem perguntas diferentes. A audiometria diz o quanto você escuta; a impedanciometria diz por que. Uma perda condutiva no audiograma, somada a uma curva tipo B, aponta para líquido no ouvido médio. A mesma perda com curva tipo A leva a investigação para outro caminho, como a otosclerose.

É por isso que, quando a queixa é de audição, os dois exames costumam ser realizados na mesma avaliação, no mesmo dia, e interpretados em conjunto com o exame clínico.

Disfunção da tuba auditiva: o achado mais frequente

A tuba auditiva é o canal que liga o ouvido médio ao fundo do nariz. É ela que iguala a pressão dos dois lados do tímpano toda vez que você engole ou boceja. Quando não abre direito, a pressão dentro do ouvido cai, o tímpano é puxado para dentro e aparece a sensação de ouvido tampado que não passa, às vezes com estalos e audição abafada.

No timpanograma essa situação aparece como curva tipo C e, quando líquido se acumula, evolui para curva tipo B. A causa quase sempre está no nariz: rinite mal controlada, sinusite, desvio de septo importante ou adenoide aumentada nas crianças. É por isso que o tratamento do ouvido, nesses casos, começa tratando o nariz.

O que vem depois do exame

O resultado é interpretado junto com a audiometria e com o exame do ouvido feito na consulta. Conforme o achado, a conduta pode ser o tratamento clínico do nariz, o acompanhamento com repetição do exame depois de algumas semanas ou, quando o líquido persiste e afeta a audição, a indicação de um tubo de ventilação.

Como o exame é rápido e não invasivo, ele também serve para acompanhar a evolução: comparar o timpanograma de hoje com o de antes mostra, de forma objetiva, se o tratamento está funcionando.

Onde é atendido

Consultório no Itaim Bibi, em São Paulo

Rua Joaquim Floriano, 820, 10º andar — Itaim Bibi, São Paulo/SP, CEP 04534-003.
Segunda a Sexta, 8h às 18h · (11) 99880-4521

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Impedanciometria

Não. Você sente uma leve pressão no ouvido por alguns segundos e ouve um tom contínuo. O exame é indolor e não invasivo.

Não. Diferente da audiometria, o exame não depende da sua participação. Basta ficar sentado e em silêncio, sem engolir nem falar durante a medida.

Sim, e é uma das suas maiores utilidades. Como não exige colaboração ativa, permite avaliar o ouvido médio de crianças que ainda não respondem a um teste de audição convencional.

Sim. Uma rolha de cerúmen impede a vedação e altera a medida. Por isso o conduto é examinado antes e, se necessário, o cerúmen é removido na mesma consulta.

A curva tipo B indica mobilidade reduzida do tímpano, padrão compatível com líquido no ouvido médio ou com perfuração timpânica. O significado exato depende do exame clínico e dos demais achados.

Exames e conteúdo

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