O que é a nasofibroscopia
A nasofibroscopia, também chamada de nasofibrolaringoscopia ou videonasolaringoscopia, é um exame de endoscopia das vias aéreas superiores. Um aparelho flexível e fino, com uma câmera e uma fonte de luz na ponta, entra por uma das narinas e percorre o caminho que o ar faz quando você respira: a cavidade nasal, a região atrás do nariz (rinofaringe) e, descendo, a faringe e a laringe, onde ficam as cordas vocais.
A diferença em relação ao exame comum de consultório é a profundidade. Com o espéculo nasal o otorrinolaringologista enxerga a entrada do nariz; com o fibroscópio ele acompanha a via aérea inteira, em movimento, enquanto o paciente respira, fala e engole. Muita obstrução nasal e muita alteração de voz só aparecem nessa parte que não se vê de fora.
O que o exame consegue mostrar
Em uma única avaliação é possível identificar:
- desvio de septo e a sua repercussão real sobre a passagem do ar
- aumento dos cornetos (a chamada carne esponjosa) na rinite crônica
- pólipos nasais e sinais de sinusite crônica
- hipertrofia de adenoide, causa frequente de respiração pela boca e ronco em crianças
- alterações da rinofaringe e da tuba auditiva
- lesões, nódulos e alterações de mobilidade das cordas vocais
- sinais compatíveis com refluxo laringofaríngeo
- pontos de estreitamento da via aérea que participam do ronco e da apneia do sono
O exame também é usado para acompanhar um tratamento já iniciado e para avaliar o resultado de uma cirurgia nasal ou da garganta.
Quando a nasofibroscopia é indicada
A indicação parte sempre da consulta. Os motivos mais comuns são:
- nariz entupido que não melhora, de um lado só ou dos dois
- ronco, pausas na respiração durante o sono e sonolência durante o dia
- rouquidão ou mudança na voz que dura mais de duas a três semanas
- sensação de bola na garganta, pigarro e tosse crônica
- sangramentos nasais de repetição
- perda ou redução do olfato
- dor de garganta persistente ou dificuldade para engolir
- criança que dorme de boca aberta, ronca ou tem otites de repetição
Rouquidão que passa de três semanas merece avaliação da laringe, principalmente em quem fuma. Esse é um dos motivos pelos quais o exame costuma ser feito na mesma consulta.
Como o exame é feito, passo a passo
- Você fica sentado, de frente para o médico. Não é preciso deitar.
- Quando necessário, é aplicado um anestésico tópico no nariz, em spray ou gel, e às vezes um vasoconstritor para reduzir o inchaço da mucosa e abrir espaço.
- O aparelho flexível entra por uma narina e avança devagar, acompanhando o assoalho do nariz.
- Durante o trajeto o médico pede que você respire normalmente, fale algumas vogais, tussa ou engula, porque algumas alterações só aparecem com a via aérea em movimento.
- As imagens aparecem na tela ao lado, e você pode acompanhar junto.
- O aparelho é retirado e o exame termina.
O procedimento leva poucos minutos. A parte mais desconfortável costuma ser a passagem inicial pelo nariz, comparada por muitos pacientes à sensação de água entrando ao mergulhar.
Preparo, desconforto e recuperação
Não é preciso jejum nem suspender medicação de uso contínuo por causa do exame. Se você usa algum spray nasal, leve a embalagem: saber o que está em uso muda a leitura do que se vê.
A nasofibroscopia é desconfortável, não dolorosa. O anestésico deixa a garganta dormente por cerca de meia hora, e nesse período é melhor esperar antes de comer ou beber algo quente. Fora isso, a rotina volta ao normal na mesma hora: dá para dirigir, trabalhar e voltar às atividades logo depois.
Em crianças o exame é feito com o aparelho mais fino e costuma ser rápido, com a criança no colo do responsável.
Nasofibroscopia, videolaringoscopia e endoscopia nasal: qual é a diferença
Os nomes se misturam porque o caminho é o mesmo. Na prática: a endoscopia nasal olha o nariz e os seios da face; a videolaringoscopia foca a laringe e as cordas vocais; a nasofibroscopia percorre tudo, do nariz à laringe, no mesmo exame. Qual deles vai ser feito depende da queixa que levou você ao consultório.
Nenhum deles substitui a tomografia quando a suspeita é de doença dentro dos seios da face, e nenhum deles mede a gravidade da apneia do sono, que depende da polissonografia. São exames que se somam.
O resultado sai na hora
Como as imagens aparecem em tempo real, o Dr. Lucas Miranda explica o achado durante o próprio exame, mostra na tela o que está causando o sintoma e discute com você as opções de conduta na mesma consulta. Isso encurta o caminho entre a queixa e o início do tratamento.
Consultório no Itaim Bibi, em São Paulo
Rua Joaquim Floriano, 820, 10º andar — Itaim Bibi,
São Paulo/SP, CEP 04534-003.
Segunda a Sexta, 8h às 18h · (11) 99880-4521
Dúvidas sobre Nasofibroscopia
Não. É um exame desconfortável, não doloroso. Quando necessário é aplicado anestésico tópico no nariz antes da passagem do aparelho, e o desconforto costuma durar apenas os poucos minutos do exame.
Não é necessário jejum para a nasofibroscopia. Depois do exame, se foi usado anestésico, vale esperar cerca de trinta minutos antes de comer ou beber algo quente, até a garganta perder a dormência.
A passagem do aparelho leva poucos minutos. Como o exame é feito na própria consulta, o tempo maior é o da avaliação clínica que vem antes e da explicação dos achados, que é feita na hora.
Sim. O exame é feito sem sedação, então não há restrição para dirigir, trabalhar ou voltar às atividades logo em seguida.
Podem. Em crianças é usado um aparelho mais fino e o exame é feito com a criança no colo do responsável. É uma das formas de avaliar adenoide aumentada e respiração pela boca.
Na maioria das vezes sim, quando a avaliação indica a necessidade. O exame é realizado no consultório, no Itaim Bibi, e o resultado é discutido no mesmo atendimento.
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Consulta e exames no mesmo atendimento, no consultório do Itaim Bibi, em São Paulo.