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Resultado da audiometria: como entender o seu exame

5 de novembro de 2026 · 4 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Fones de ouvido sobre fundo laranja · imagem ilustrativa

O resultado da audiometria mostra o som mais fraco que você consegue ouvir em cada frequência. Em adultos, médias de até 25 dB costumam ser consideradas normais, mas a interpretação depende do conjunto do exame.

Receber o resultado da audiometria e olhar para um gráfico cheio de símbolos pode gerar dúvida. A boa notícia é que a lógica do exame é simples: ele mede o volume mínimo que cada ouvido percebe em diferentes tons, do grave ao agudo. Este guia ajuda a ler o laudo, mas a conclusão sobre o seu caso vem da consulta, junto com a história clínica e o exame do ouvido.

Como ler o gráfico da audiometria?

O gráfico é chamado de audiograma. Na linha horizontal ficam as frequências, medidas em hertz (Hz), dos sons graves à esquerda aos agudos à direita. Na linha vertical fica a intensidade, em decibéis (dB): quanto mais para baixo o ponto, mais forte o som precisou ser para ser ouvido.

Cada ouvido tem sua marcação. Por convenção, é comum ver o ouvido direito em vermelho, com círculos, e o esquerdo em azul, com um X. Se o laudo trouxer outros símbolos, eles representam medidas diferentes, como a via óssea, ou indicam que foi usado um ruído no ouvido oposto para evitar interferência.

Quais são os valores normais da audiometria?

A classificação mais citada em adultos usa a média das frequências de 500, 1.000 e 2.000 Hz. O guia do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia apresenta esta escala, de Lloyd e Kaplan:

  • até 25 dB: audição normal;
  • 26 a 40 dB: perda leve;
  • 41 a 55 dB: perda moderada;
  • 56 a 70 dB: perda moderadamente severa;
  • 71 a 90 dB: perda severa;
  • 91 dB ou mais: perda profunda.

Existem outras classificações, e em crianças pequenas os limites são mais rigorosos. Por isso, dois laudos podem usar nomes diferentes para valores parecidos.

O que significa exame de audiometria alterado?

Alterado quer dizer que algum ponto saiu da faixa de referência, e não necessariamente que existe um problema grave. Uma alteração pode ser leve, aparecer só em uma frequência ou ter causa reversível, como cera no ouvido ou líquido atrás do tímpano.

Atenção ao padrão: uma queda só nos agudos é frequente com a idade e com a exposição a ruído. Já uma diferença importante entre os dois ouvidos merece investigação, mesmo quando a média parece normal. A média pode esconder perdas em frequências que não entram na conta, como 4.000 Hz.

Qual a diferença entre via aérea e via óssea?

A via aérea testa o caminho completo do som, com fones. A via óssea usa um vibrador atrás da orelha e leva o som direto à orelha interna. Comparar as duas mostra onde está o problema:

  • perda condutiva: a via óssea está normal e a aérea piorou, sugerindo problema no canal, no tímpano ou no ouvido médio;
  • perda neurossensorial: as duas pioram juntas, sugerindo alteração na orelha interna ou no nervo;
  • perda mista: há componentes dos dois tipos.

A impedanciometria costuma complementar essa análise, avaliando o tímpano e o ouvido médio.

O que é o resultado da audiometria vocal?

A logoaudiometria avalia a compreensão da fala, e não apenas a percepção de tons. O paciente repete palavras, e o resultado aparece como porcentagem. Valores de 92% a 100% indicam que não há dificuldade para reconhecer palavras naquele teste, enquanto porcentagens mais baixas sugerem dificuldade crescente para acompanhar uma conversa. Esse dado é importante, por exemplo, para orientar o uso de um aparelho auditivo.

O resultado da audiometria sai na hora?

Os valores são registrados durante o teste, então o traçado fica pronto ao fim do exame. O prazo de entrega do laudo varia conforme o local. A interpretação completa, porém, depende da consulta, em que o médico reúne queixas, otoscopia e histórico.

O que fazer depois de receber o exame?

Leve o laudo ao otorrinolaringologista, de preferência com exames anteriores, se tiver. Comparar audiometrias ao longo do tempo ajuda a saber se houve mudança. O próximo passo pode ser observação, tratamento clínico, nova avaliação ou exames complementares, conforme a causa provável. Na perda auditiva em adultos, o caminho é individual.

Não adie a avaliação se a piora for súbita, se vier com tontura ou zumbido novo ou se atingir apenas um lado.

Perguntas frequentes

Em adultos, uma das classificações mais usadas considera normal a média de até 25 dB nas frequências de 500, 1.000 e 2.000 Hz. Outros critérios existem, e o laudo costuma indicar qual foi usado.

De forma geral: leve, moderada, severa e profunda, com faixas que variam conforme a classificação usada. Algumas escalas incluem grau moderadamente severo.

Sim. O zumbido pode existir com audiometria normal. Nesses casos, o médico avalia outras causas e pode pedir exames complementares.

Pode. Uma rolha de cera pode piorar a via aérea. Por isso, o ouvido deve ser examinado antes do teste.

Depende do caso. A repetição é indicada para acompanhar tratamentos, exposição a ruído ou mudanças na audição, no intervalo definido pelo médico.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Para avaliação do seu caso, veja a audiometria em São Paulo com o Dr. Lucas Miranda, no Itaim Bibi.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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