
A cauterização nasal dói pouco na maioria dos casos. Com a anestesia tópica aplicada antes, o que se costuma sentir é pressão e uma ardência rápida, que passa em pouco tempo.
Quem sofre com sangramentos repetidos pelo nariz e recebe a indicação de cauterizar costuma fazer a mesma pergunta: a cauterização nasal dói? A resposta depende da técnica, da sensibilidade de cada pessoa e do local tratado, mas o procedimento é feito com anestesia e costuma ser bem tolerado. Abaixo, o que esperar em cada etapa.
Por que a cauterização nasal é indicada?
A cauterização sela vasos frágeis da mucosa do nariz que sangram com facilidade. Ela entra em cena na epistaxe recorrente, quando a hidratação nasal e as medidas conservadoras não resolvem. Na maior parte dos casos, o ponto de sangramento fica na parte anterior do septo, uma região de fácil acesso no consultório.
Antes de cauterizar, o médico examina o nariz para localizar o vaso, pergunta sobre medicamentos que afinam o sangue e avalia se há outra causa para o sangramento. Em alguns casos, a nasofibroscopia ajuda a enxergar regiões mais internas.
O que você sente durante o procedimento?
O primeiro passo é aplicar anestésico tópico em spray ou em algodão dentro da narina. Esse preparo leva alguns minutos e, muitas vezes, é combinado a um vasoconstritor, que reduz o sangramento e o inchaço da mucosa. O Manual MSD descreve um tempo de ação de 10 a 15 minutos para essa etapa.
Com a área anestesiada, a aplicação em si é rápida. No nitrato de prata, a técnica química mais usada, a ponta do bastão toca o vaso por poucos segundos. As sensações mais relatadas são:
- gosto amargo do anestésico descendo pela garganta;
- pressão ou leve incômodo no nariz;
- ardência breve no momento da aplicação;
- vontade de espirrar e olhos lacrimejando.
Cauterização química ou elétrica: alguma dói mais?
A cauterização química, com nitrato de prata, é a mais comum em vasos pequenos e bem visíveis. A eletrocauterização usa corrente elétrica e costuma ser reservada para sangramentos mais difíceis ou vasos maiores. Nos dois casos a analgesia é parte do planejamento, e a sensação varia de pessoa para pessoa.
Quando o sangramento é mais posterior ou extenso, ou quando a pessoa não tolera o procedimento acordada, o médico pode discutir outra estratégia. Essa escolha depende do exame e do histórico de cada paciente.
Dói depois da cauterização nasal?
Quando o anestésico perde o efeito, pode surgir uma ardência leve, sensação de nariz seco ou de crosta. A formação de crosta faz parte da cicatrização, e por isso ela não deve ser removida com o dedo. Dor forte não é o esperado: se aparecer, ou se vier com febre, inchaço ou secreção com mau cheiro, entre em contato com o médico.
Um pequeno sangramento pode acontecer nos primeiros dias, especialmente se a crosta se soltar ou depois de um espirro forte.
Como fica o nariz depois da cauterização?
Por fora, o nariz não muda. Por dentro, a mucosa tratada fica mais escura e forma uma casca que se desprende aos poucos. Nesse período, é comum sentir o nariz mais seco ou levemente obstruído de um lado.
Os cuidados são definidos pelo médico e costumam incluir:
- hidratar a mucosa com pomada ou soro, conforme a orientação recebida, incluindo a lavagem nasal quando liberada;
- não assoar o nariz com força e não mexer nas crostas;
- espirrar de boca aberta;
- evitar exercício intenso nos primeiros dias;
- não suspender nem iniciar medicamentos por conta própria, inclusive anticoagulantes.
Precisa de repouso após a cauterização?
Em geral, a cauterização simples é feita no consultório e a pessoa volta para casa no mesmo dia, sem necessidade de repouso absoluto. Muitas retomam atividades leves logo depois, evitando esforço físico e ambientes muito quentes pelo período que o médico orientar.
O prazo exato varia conforme a técnica, a extensão da área tratada e o motivo do sangramento, então vale confirmar na própria consulta.
Quais são os riscos e quando procurar ajuda?
É um procedimento considerado seguro, mas não isento de riscos. Cauterização excessiva ou feita nos dois lados do septo ao mesmo tempo pode lesar a cartilagem, por isso a técnica deve ser conduzida por um profissional habilitado. Infecção e aderências são outras complicações possíveis. Mais informações sobre o nariz e a especialidade estão no site da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.
Se o nariz voltar a sangrar, sente-se com o corpo inclinado para frente e comprima as narinas sem interrupção por cerca de 20 minutos. Procure um pronto-socorro se o sangramento for intenso ou não parar.
Perguntas frequentes
Sim. A anestesia tópica é aplicada dentro da narina, em spray ou em algodão, alguns minutos antes do procedimento. Em crianças ou em casos específicos, o médico pode discutir outra forma de analgesia.
A ardência costuma ser breve durante a aplicação. Depois, pode haver um incômodo leve quando a anestesia passa. Se a dor for forte ou persistir, avise o médico.
Ela é feita com os mesmos cuidados de anestesia tópica, mas a tolerância depende da idade e da colaboração da criança. A indicação e a forma de fazer são avaliadas caso a caso.
O ideal é evitar assoar com força nos primeiros dias, porque isso pode soltar a crosta e provocar novo sangramento. Siga o prazo orientado na consulta.
Pode, especialmente se a causa continuar presente, como ressecamento, rinite ou uso de medicamentos. Por isso, o tratamento da causa faz parte do acompanhamento.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Para avaliação do seu caso, veja a cauterização nasal em São Paulo com o Dr. Lucas Miranda, no Itaim Bibi.
Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289
Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.
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